segunda-feira, 30 de março de 2009

“Teoria do Se”

Eis uma das teorias (ou tentativa desta) que melhor retrata o grande tuga.
Esta maravilhosa palavra (Se) tem uma aplicação que serve de justificação e, ao mesmo tempo, traz grande alento a quem as protagoniza.
Passando a exemplificar:
-Eh pah! SE eu não tivesse falhado estas duas escolhas múltiplas tirava 20 valores.
Mais um exemplo;
-Que seca, SE o António tivesse marcado aquele golo, tínhamos sido campeões!
Bem, estes dois exemplos são fantásticos para retratar a nossa sociedade.
Será que depois de protagonizar esta fantástica expressão, as pessoas ficam contentes ou as acções mudam depois de as dizer? Será que tiram 20 valores ou que são campeões? Contentes talvez, as acções de certeza que não mudam, será que este contentamento é assim tão grande, suficiente para utilizar esta conjugação de uma forma um pouco estúpida? Também não me parece que sim.
Para concluir, deixo aqui uma grande frase dentro da mesma índole.
Esta teoria até teria sucesso, SE não tivesse sido eu a criá

sexta-feira, 27 de março de 2009

O que é a crise?

Desde pequena que ouço falar numa tal de crise, mas nem faço a mais pequena ideia do que seja.
Será um bicho papão que come o dinheiro ás pessoas e postos de trabalho?
Mas, de onde é que vem a crise? Vem assim, sem mais nem menos,chega cá rebenta com tudo e por isso passa a ser culpada por tudo o que acontece neste país e mundo.
Mas a questão que mais grita na minha cabeça é: porque é que ela apareceu? Porque é que ela chega vinda assim do nada e só por estar aí a bater á porta, os patrões desatam a fechar empresas e despedir empregados? Claro está, que tudo isto faz com que as pessoas fiquem sem dinheiro e a culpa de tudo isto é da malvada e malfadada crise.
E andamos nós a ser bombardeados todos os dias com noticias a dizer que vamos ter que apertar mais o cinto e que o país está de tanga.
Cá para mim, dá mesmo vontade de pegar nessa crise, esse feio bicho papão, e levá-lo para uma dessas ilhas desertas no fim do mundo onde a única coisa que poderá comer, em vez de dinheiro e empregos, é areia, mar e fruta.

sábado, 14 de março de 2009

De onde é que eu vim?

De onde é que eu vim? Esta é, conjuntamente com a célebre pergunta “quando for grande quero ser?”, uma das perguntas mais utilizadas em qualquer criança a partir dos seus 4 ou 5 anos, pois uma das características do ser humano é o prazer da descoberta e a busca do conhecimento.

As respostas a esta pergunta são no mínimo engraçadas, vou dar agora dois exemplos;

- Mãe, de onde é que eu vim?

- Filho, tu vieste de uma cegonha que te trouxe de Paris…

Mais um exemplo

-Oh mãe, de onde é que vim?

-Olha filho, o teu pai meteu uma sementinha na tua mãe, tu cresceste e depois nasceste da barriga da tua mãe.

Mas agora interrogo-me, porque será que os pais “inventam” estas histórias para contar aos seus filhinhos? Talvez porque os pais pensam que os seus filhos são demasiado imaturos para saber a verdadeira resposta e por isso “mentem” um pouco. Mas será necessário mentir? Não será melhor toda a verdade?

Os filhos se não souberem pelos pais, sabem pelos amigos da escola portanto, se calhar é melhor contar a verdadinha toda se bem que podemos usar uns eufemismos.

Conhecendo a sociedade como conheço, daqui a pouco, as “historinhas” irão ser um pouco diferentes, como por exemplo;

- Mamã, de onde é que eu vim?

- Filhinho, foi assim, eu e o teu pai fomos ao centro comercial e fomos a loja que mais gostamos e escolhemos-te, de todos os meninos que tinha lá.

E mais outro exemplo

- De onde vim, mãe?

- Filho, nós fomos ao nosso computador e fizemos-te com as características que quisemos, dentro das possibilidades.

Talvez estas respostas sejam o futuro e assim sejam o retrato da nossa sociedade.

terça-feira, 10 de março de 2009

Escrevemos sem rigor
Na esperança que nada nos passe ao lado
Levantando pó
Sem querer passar despercebido
Ás letras agarrado
O nosso nome é…
Comentando um bocado
Deste lado ficando a ver
As cabeças para onde vão
Dentro dos corpos gelados
Movidos são movidos
Pelo sonho da liberdade
O meu nome é João e vivo ao teu lado
O meu nome é sara do continente estragado
O nosso nome é zero nesta democracia
Deixa-me pertencer eu quero pertencer


UPA 08 (Unidos Para Ajudar 2008).mp3 -