sábado, 14 de março de 2009

De onde é que eu vim?

De onde é que eu vim? Esta é, conjuntamente com a célebre pergunta “quando for grande quero ser?”, uma das perguntas mais utilizadas em qualquer criança a partir dos seus 4 ou 5 anos, pois uma das características do ser humano é o prazer da descoberta e a busca do conhecimento.

As respostas a esta pergunta são no mínimo engraçadas, vou dar agora dois exemplos;

- Mãe, de onde é que eu vim?

- Filho, tu vieste de uma cegonha que te trouxe de Paris…

Mais um exemplo

-Oh mãe, de onde é que vim?

-Olha filho, o teu pai meteu uma sementinha na tua mãe, tu cresceste e depois nasceste da barriga da tua mãe.

Mas agora interrogo-me, porque será que os pais “inventam” estas histórias para contar aos seus filhinhos? Talvez porque os pais pensam que os seus filhos são demasiado imaturos para saber a verdadeira resposta e por isso “mentem” um pouco. Mas será necessário mentir? Não será melhor toda a verdade?

Os filhos se não souberem pelos pais, sabem pelos amigos da escola portanto, se calhar é melhor contar a verdadinha toda se bem que podemos usar uns eufemismos.

Conhecendo a sociedade como conheço, daqui a pouco, as “historinhas” irão ser um pouco diferentes, como por exemplo;

- Mamã, de onde é que eu vim?

- Filhinho, foi assim, eu e o teu pai fomos ao centro comercial e fomos a loja que mais gostamos e escolhemos-te, de todos os meninos que tinha lá.

E mais outro exemplo

- De onde vim, mãe?

- Filho, nós fomos ao nosso computador e fizemos-te com as características que quisemos, dentro das possibilidades.

Talvez estas respostas sejam o futuro e assim sejam o retrato da nossa sociedade.

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