De onde é que eu vim? Esta é, conjuntamente com a célebre pergunta “quando for grande quero ser?”, uma das perguntas mais utilizadas em qualquer criança a partir dos seus 4 ou 5 anos, pois uma das características do ser humano é o prazer da descoberta e a busca do conhecimento.
As respostas a esta pergunta são no mínimo engraçadas, vou dar agora dois exemplos;
- Mãe, de onde é que eu vim?
- Filho, tu vieste de uma cegonha que te trouxe de Paris…
Mais um exemplo
-Oh mãe, de onde é que vim?
-Olha filho, o teu pai meteu uma sementinha na tua mãe, tu cresceste e depois nasceste da barriga da tua mãe.
Mas agora interrogo-me, porque será que os pais “inventam” estas histórias para contar aos seus filhinhos? Talvez porque os pais pensam que os seus filhos são demasiado imaturos para saber a verdadeira resposta e por isso “mentem” um pouco. Mas será necessário mentir? Não será melhor toda a verdade?
Os filhos se não souberem pelos pais, sabem pelos amigos da escola portanto, se calhar é melhor contar a verdadinha toda se bem que podemos usar uns eufemismos.
Conhecendo a sociedade como conheço, daqui a pouco, as “historinhas” irão ser um pouco diferentes, como por exemplo;
- Mamã, de onde é que eu vim?
- Filhinho, foi assim, eu e o teu pai fomos ao centro comercial e fomos a loja que mais gostamos e escolhemos-te, de todos os meninos que tinha lá.
E mais outro exemplo
- De onde vim, mãe?
- Filho, nós fomos ao nosso computador e fizemos-te com as características que quisemos, dentro das possibilidades.
Talvez estas respostas sejam o futuro e assim sejam o retrato da nossa sociedade.
Sem comentários:
Enviar um comentário